Um é flamenguista e o outro vascaíno.
Os dois, em uma discussão sobre seus clubes de coração, irão ressaltar as virtudes e vitórias de seus times, principalmente as vitórias de um sobre o outro.
Futebol é paixão. Por isso nenhum dos dois torcedores irá deixar de torcer apaixonadamente por seu clube depois da discussão. Não há possibilidade de “virarem a casaca” porque a paixão não permite.
E em outra oportunidade a discussão será retomada e o desfecho será o mesmo.
Mas... trazendo isto para nossa situação política atual, mais precisamente para a escuta telefônica do diálogo entre o ministro do Planejamento de Temer, Romero Jucá, com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, como as pessoas pró-impeachment agora se colocarão? Uma vez que, agora, irrefutavelmente, a escuta deixa clara a intenção do impeachment: abafar a corrupção e não combatê-la.
No diálogo são revelados contatos feitos até mesmo com o a Suprema Corte para estancar, por meio de um pacto, o sangramento causado pela Lava-Jato de Moro, que dava o claro recado: se não tirarem Dilma sobrará para vocês também. A Suprema Corte, segundo a escuta, também concordava com o pacto para sossegar o juiz das camisas negras e sujas pela corrupção que ele notoriamente também pratica por meio de incontáveis ilegalidades, pacto este que só seria factível se Dilma fosse apeada do poder. Portanto, as pessoas pró-impeachment levaram um soco na boca do estômago de vez, pois agora não há dúvida alguma: Dilma Rousseff foi vítima de um golpe, foi vítima da realidade que ela e Lula ajudaram a combater como nenhum outro governo na história deste país, plagiando o ex-presidente Lula: a corrupção.
Qual será agora a postura das pessoas pró-impeachment? Qual será a postura das pessoas de bem, enganadas ardilosamente pelo esquema golpista midiático-jurídico-político-policial? Há pessoas que se recolherão, talvez por vergonha, ou talvez porque não sentem vergonha, mas por não terem argumento mediante prova tão cabal, termo que Rosa Weber gosta de dizer quando provas não tem. Isso faz lembrar um amigo que mandava um recado à ministra Weber, logo após a divulgação desta escuta reveladora: “Entendeu agora porque este impeachment foi golpe, ministra?”, devido ao fato de ela ter pedido explicações para presidenta afastada do porquê de ela declarar incessantemente ter sido apeada por um golpe parlamentar. Também li em uma postagem bem engraçada no facebook, em que puseram Dilma falando para Rosa Weber: “Falo golpe porque a literatura constitucional me permite, ministra, em seu artigo 5º.”, já que a ministra condenou José Dirceu sem provas cabais, mas porque a literatura jurídica permitia, como ela própria declarou. Sim, no Brasil se condena sem provas, basta a vontade de condenar e um historinha bonitinha pra contar.
Mas, voltando à vaca fria, que outrora tossia, para mim poucas pessoas que foram a favor do impeachment se voltarão contra ele – porque, como diz um frasista que não sei quem é: “é mais fácil abandonar os filhos do que as próprias convicções”.
No futebol faz até sentido, defender seu time mesmo sendo ele indefensável.
Mas na política, entre as pessoas de bem, esta postura mostra o que o orgulho humano pode fazer com ele próprio e, com efeito, com a sociedade na qual está inserido.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
ÊH, Ô, Ô, VIDA DE GADO / POVO MARCADO / EH, POVO FELIZ! - Admirável Gado Novo, canção de Zé Ramalho
Em minha época de colégio, jamais quis ficar deslocado de um grupo. Nele me sentia forte. Não queria levar a vida dos que se destacavam de todos e viravam alvos de chacota, que hoje chamam bullying. Meu grupo agia sempre em conjunto, porque fazer as coisas em grupo nos dava sempre a sensação de que teríamos êxito em nossas empreitadas. Geralmente nos uníamos para fazer coisas não lá muito boas, mas ser punido em grupo também nos dava certa sensação de segurança: “se todos foram punidos, não tem tanto problema assim eu também ser punido, pensávamos”, pois assim eu poderia usar o único argumento possível para minha família: "eu não fiz sozinho, outros também fizeram". É claro que não colava: "se os outros comerem bosta você vai comer também???!!!" - perguntavam minha mãe, ou minha avó, ou meu avô, ou minhas tias... Na verdade meus grupos não eram pequenos, e costumavam seguir certo ideal de transgredir por transgredir muito disseminado na época entre todos do grupo. Quem transgredia mais tinha mais autoridade sobre o grupo, mesmo sendo a transgressão totalmente infundada, muitas das vezes maldosa, mas como influenciava a todos, então todos a ela aderiam.
Bem, o que disse acima pode muito bem ilustrar o que os especialistas hoje chamam de "comportamento de massa", em relação ao processo de industrialização e desenvolvimento dos meios de comunicação de massa. Diz Ivan Carlos de Oliveira, que "a principal característica da massa é o pseudo-pensamento. A massa acredita que pensa, mas só repete o que ouve nos meios de comunicação de massa."
Isso faz ocorrer com grande frequência a reprodução de uma falácia chamada "Argumentum ad populum": se todos dizem então é certo. Ou ainda a chamada falácia do apelo a autoridade: se alguém famoso diz que determinado produto é bom, esse produto é comprado por causa da apresentação do artista, que é famoso, o que lhe dá autoridade entre os fãs, e não porque o produto é necessariamente bom.
Esse mesmo autor também fala que "o comportamento de massa é identificado no complexo límbico, a camada do cérebro característica de mamíferos e que governa o instinto de rebanho - isso explica porque animais frágeis conseguem em muitas das vezes resistir a animais de maior porte - porque se juntam. Assim, a aspiração máxima do integrante da massa é ser aceito pelos seus pares." Daí se entende como os meios de comunicação de massa se preocupam e cada vez mais se especializam em trabalhar com essa dimensão do ser humano - ou você usa o que estou lhe vendendo, ou você apoia essa proposta política hegemônica, ou você acredita na notícia que estou lhe dando, assim desta forma, ou ficará à margem da maioria que aceita, que compra, que compartilha, pois "Caititu fora da manada cai no papo da onça." – provérbio português.
Na verdade (sem depreciar meu povo que amo e do qual faço parte, só fazendo uma metáfora usada inclusive por Zé Ramalho) o povo brasileiro é como o gado bovino, é forte, muito forte, mas não tem consciência da força que tem. Mas o ser humano, como diz Aristóteles, "é um animal racional político"! Assim, além desse instinto de rebanho, o ser humano é também racional, e por isso é capaz e deve conjugar as duas dimensões, a racionalidade e o instinto de rebanho, para que este se guie cada vez mais por uma orientação mais crítica e reflexiva - antídoto para o comportamento de massa manipulado pelos meios de comunicação hegemônicos. Somente uma educação de qualidade fará essa massa ser cada vez mais senhora de si. E não massa tão facilmente manipulável – o que antigamente se nomeava muito como “massa de manobra”.
Bem, o que disse acima pode muito bem ilustrar o que os especialistas hoje chamam de "comportamento de massa", em relação ao processo de industrialização e desenvolvimento dos meios de comunicação de massa. Diz Ivan Carlos de Oliveira, que "a principal característica da massa é o pseudo-pensamento. A massa acredita que pensa, mas só repete o que ouve nos meios de comunicação de massa."
Isso faz ocorrer com grande frequência a reprodução de uma falácia chamada "Argumentum ad populum": se todos dizem então é certo. Ou ainda a chamada falácia do apelo a autoridade: se alguém famoso diz que determinado produto é bom, esse produto é comprado por causa da apresentação do artista, que é famoso, o que lhe dá autoridade entre os fãs, e não porque o produto é necessariamente bom.
Esse mesmo autor também fala que "o comportamento de massa é identificado no complexo límbico, a camada do cérebro característica de mamíferos e que governa o instinto de rebanho - isso explica porque animais frágeis conseguem em muitas das vezes resistir a animais de maior porte - porque se juntam. Assim, a aspiração máxima do integrante da massa é ser aceito pelos seus pares." Daí se entende como os meios de comunicação de massa se preocupam e cada vez mais se especializam em trabalhar com essa dimensão do ser humano - ou você usa o que estou lhe vendendo, ou você apoia essa proposta política hegemônica, ou você acredita na notícia que estou lhe dando, assim desta forma, ou ficará à margem da maioria que aceita, que compra, que compartilha, pois "Caititu fora da manada cai no papo da onça." – provérbio português.
Na verdade (sem depreciar meu povo que amo e do qual faço parte, só fazendo uma metáfora usada inclusive por Zé Ramalho) o povo brasileiro é como o gado bovino, é forte, muito forte, mas não tem consciência da força que tem. Mas o ser humano, como diz Aristóteles, "é um animal racional político"! Assim, além desse instinto de rebanho, o ser humano é também racional, e por isso é capaz e deve conjugar as duas dimensões, a racionalidade e o instinto de rebanho, para que este se guie cada vez mais por uma orientação mais crítica e reflexiva - antídoto para o comportamento de massa manipulado pelos meios de comunicação hegemônicos. Somente uma educação de qualidade fará essa massa ser cada vez mais senhora de si. E não massa tão facilmente manipulável – o que antigamente se nomeava muito como “massa de manobra”.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
SE AS REGRAS DO JOGO NÃO MUDAM...
Vamos usar alguns exemplos de alguns esportes.
No vôlei, as regras mudaram muito, e é um esporte que não tem muito pudor em mudar uma regra aqui e ali até hoje. Para se marcar um ponto, por exemplo, primeiramente a equipe tinha que ganhar um saque, que na prática significava ter que ganhar dois pontos para fazer um. Hoje, se a equipe ganha o saque, também ganha o ponto junto. Era uma regra injusta, portanto.
No futebol, esporte preferido de nossa nação, no qual em um passado recente tinha o poder de, pelo menos por algumas semanas, unir a nação, a “pátria de chuteiras”, ao longo do tempo também vem tendo sua regra modificada. Um exemplo foi o atraso de bola para o goleiro, que hoje não é mais permitido fazer com os pés, antes era permitido ser feito até mesmo com os pés. Isso diminuiu bastante o artifício que os times tinham de poder prender por muito tempo a bola na defesa, o que realmente deixava o futebol bem mais chato.
E quanto à corrupção? Será que só prender corruptos é suficiente para que a corrupção diminua drasticamente em nosso país?
A resposta é: não.
Por uma questão bem simples – se as regras do jogo não mudarem, nada muda. O vôlei e o futebol mostraram que somente mudando as regras as coisas puderam melhorar de maneira realmente consistente. A questão da corrupção não se resolve apenas prendendo pessoas corruptas, o que é necessário, mas não suficiente. Se a corrupção é sistêmica, o sistema deve ser mudado – porque é o sistema que propicia e por isso estimula tanta corrupção por parte do binômio agentes públicos-agentes privados. A doação de empresas privadas é um exemplo claro de estímulo à corrupção por si só que, unido ao nosso presidencialismo de coalizão, funciona como um hipotético dono de uma hipotética escola infantil que quer que o vigia pedófilo do jardim de infância não cometa atos de pedofilia com as crianças que ele vigia.
Cunha, quando presidia a câmara dos deputados, queria claramente mudar as regras do jogo sim, mas para deixar, de modo legal, tudo como está, isto é, para tornar constitucional de uma vez por todas as famigeradas doações. Isto seria o mesmo que combater um crime descriminalizando-o. Iria apenas mexer nas estatísticas e nada mais.
No vôlei, as regras mudaram muito, e é um esporte que não tem muito pudor em mudar uma regra aqui e ali até hoje. Para se marcar um ponto, por exemplo, primeiramente a equipe tinha que ganhar um saque, que na prática significava ter que ganhar dois pontos para fazer um. Hoje, se a equipe ganha o saque, também ganha o ponto junto. Era uma regra injusta, portanto.
No futebol, esporte preferido de nossa nação, no qual em um passado recente tinha o poder de, pelo menos por algumas semanas, unir a nação, a “pátria de chuteiras”, ao longo do tempo também vem tendo sua regra modificada. Um exemplo foi o atraso de bola para o goleiro, que hoje não é mais permitido fazer com os pés, antes era permitido ser feito até mesmo com os pés. Isso diminuiu bastante o artifício que os times tinham de poder prender por muito tempo a bola na defesa, o que realmente deixava o futebol bem mais chato.
E quanto à corrupção? Será que só prender corruptos é suficiente para que a corrupção diminua drasticamente em nosso país?
A resposta é: não.
Por uma questão bem simples – se as regras do jogo não mudarem, nada muda. O vôlei e o futebol mostraram que somente mudando as regras as coisas puderam melhorar de maneira realmente consistente. A questão da corrupção não se resolve apenas prendendo pessoas corruptas, o que é necessário, mas não suficiente. Se a corrupção é sistêmica, o sistema deve ser mudado – porque é o sistema que propicia e por isso estimula tanta corrupção por parte do binômio agentes públicos-agentes privados. A doação de empresas privadas é um exemplo claro de estímulo à corrupção por si só que, unido ao nosso presidencialismo de coalizão, funciona como um hipotético dono de uma hipotética escola infantil que quer que o vigia pedófilo do jardim de infância não cometa atos de pedofilia com as crianças que ele vigia.
Cunha, quando presidia a câmara dos deputados, queria claramente mudar as regras do jogo sim, mas para deixar, de modo legal, tudo como está, isto é, para tornar constitucional de uma vez por todas as famigeradas doações. Isto seria o mesmo que combater um crime descriminalizando-o. Iria apenas mexer nas estatísticas e nada mais.
sábado, 7 de maio de 2016
A MINHA ENXAQUECA E AS ENXAQUECAS DE NOSSO PAÍS
Descobri enfim o que realmente causa tanta dor em minha cabeça e com tanta frequência: o nome da enfermidade é enxaqueca – e não cefaleia.
Segundo determinado neurologista, por definição a enxaqueca é um estado de hiperatividade dos neurônios que facilita a passagem de uma informação errada para os centros cerebrais responsáveis pela consciência da dor dizendo pra ele: VOCÊ ESTÁ COM DOR!!!!!!!
Portanto a enxaqueca é uma falsa dor, muito embora seja uma dor, ou muito embora, nas crises mais agudas, doa absurdamente de modo a incapacitar quem deste mal sofre.
É por isso que em uma de minhas crises, fui à emergência, tomei três medicamentos injetáveis, e a dor não passava. Mas agora fica claro. Como remédios para dores verdadeiras vão surtir efeito no tratamento de uma dor que é falsa?
O médico, depois do terceiro medicamento disse: “Meu amigo, não vou colocar mais nada no seu corpo não. Procure ver com um especialista o que você tem dentro desta cabeça”.
Fui então primeiro ao otorrinolaringologista que, através de um exame de imagem, descartou a sinusite, sinalizou para uma provável enxaqueca, e me encaminhou para um neurologista. Este confirmou o diagnóstico: enxaqueca. E me passou um remédio chamado SumaxPro, próprio para enxaqueca – não sei se acalma a hiperatividade dos neurônios ou se bloqueia a passagem da informação errada, ou se faz os dois. Só sei que até duas horas a dor enfim passa. Uma espécie de poção mágica não instantânea.
Frequentemente se houve: “Estava com enxaqueca. Tomei um comprimido de dipirona e a dor passou.” Não era enxaqueca!!!!! Se fosse nem três medicações para dor injetáveis passariam sua dor!!! Quanto mais um comprimido de dipirona!!! Não banalizem minha dor!!!
Nosso país vive hoje uma crise parecida com a minha enxaqueca. Ela (a crise) é um mal que, como era minha enxaqueca, ainda não é reconhecida por todos como realmente é, e por isso é falsamente diagnosticada, e por isto é tratada com remédios semelhantes a dipironas sódicas – onde Moros e Joaquins parecem combater a corrupção eficaz, parcial e definitivamente, onde tirar uma presidente honesta do cargo e colocar um ficha suja envolvido no escândalo da lava jato com um projeto extremamente antipopular e de manutenção do favorecimento às grandes fortunas e ao status quo é a solução para todos os problemas do país.
Igual como em minha enxaqueca antes de eu conhecer o SumaxPro. Eu sentia muita dor, tomava muito remédio para combater muita dor, mas, exceto a sensação de estar combatendo a dor, nada mais agia em benefício da extinção da dor. Como só a sensação de estar combatendo a dor não bastava para combatê-la – a dor sempre continuava e se agravava. Igual a grande crise atual de nosso país. Igualzinho.
Segundo determinado neurologista, por definição a enxaqueca é um estado de hiperatividade dos neurônios que facilita a passagem de uma informação errada para os centros cerebrais responsáveis pela consciência da dor dizendo pra ele: VOCÊ ESTÁ COM DOR!!!!!!!
Portanto a enxaqueca é uma falsa dor, muito embora seja uma dor, ou muito embora, nas crises mais agudas, doa absurdamente de modo a incapacitar quem deste mal sofre.
É por isso que em uma de minhas crises, fui à emergência, tomei três medicamentos injetáveis, e a dor não passava. Mas agora fica claro. Como remédios para dores verdadeiras vão surtir efeito no tratamento de uma dor que é falsa?
O médico, depois do terceiro medicamento disse: “Meu amigo, não vou colocar mais nada no seu corpo não. Procure ver com um especialista o que você tem dentro desta cabeça”.
Fui então primeiro ao otorrinolaringologista que, através de um exame de imagem, descartou a sinusite, sinalizou para uma provável enxaqueca, e me encaminhou para um neurologista. Este confirmou o diagnóstico: enxaqueca. E me passou um remédio chamado SumaxPro, próprio para enxaqueca – não sei se acalma a hiperatividade dos neurônios ou se bloqueia a passagem da informação errada, ou se faz os dois. Só sei que até duas horas a dor enfim passa. Uma espécie de poção mágica não instantânea.
Frequentemente se houve: “Estava com enxaqueca. Tomei um comprimido de dipirona e a dor passou.” Não era enxaqueca!!!!! Se fosse nem três medicações para dor injetáveis passariam sua dor!!! Quanto mais um comprimido de dipirona!!! Não banalizem minha dor!!!
Nosso país vive hoje uma crise parecida com a minha enxaqueca. Ela (a crise) é um mal que, como era minha enxaqueca, ainda não é reconhecida por todos como realmente é, e por isso é falsamente diagnosticada, e por isto é tratada com remédios semelhantes a dipironas sódicas – onde Moros e Joaquins parecem combater a corrupção eficaz, parcial e definitivamente, onde tirar uma presidente honesta do cargo e colocar um ficha suja envolvido no escândalo da lava jato com um projeto extremamente antipopular e de manutenção do favorecimento às grandes fortunas e ao status quo é a solução para todos os problemas do país.
Igual como em minha enxaqueca antes de eu conhecer o SumaxPro. Eu sentia muita dor, tomava muito remédio para combater muita dor, mas, exceto a sensação de estar combatendo a dor, nada mais agia em benefício da extinção da dor. Como só a sensação de estar combatendo a dor não bastava para combatê-la – a dor sempre continuava e se agravava. Igual a grande crise atual de nosso país. Igualzinho.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
ALGUMA COISA SOBRE O FANATISMO RELIGIOSO E POLÍTICO - na minha humilde visão, é claro
Qual é a atitude, ou as atitudes que caracterizam uma pessoa fanática?
A principal, ao meu ver, é a cegueira. Cegueira para o que contraria suas convicções – mesmo que as contradições sejam baseadas em evidências.
Quando o fanático procura algum tipo de fundamentação para o seu fanatismo (e não é sempre que isso acontece), somente procura fundamentos que favoreçam sua opinião, e, além de descartar toda fundamentação da opinião contrária, por mais que seja claramente coerente, descarta também, é claro, tudo que em sua própria fundamentação seja frágil demais para se sustentar.
O fanatismo político hoje se assemelha muito ao fanatismo religioso, e não precisa ser comparado ao fanatismo que infelizmente assola a religião mulçumana.
Sim, porque o fanático religioso não é somente aquele que lamentavelmente mata em nome de um suposto deus da morte (este é o cume terrível, diabólico e anti-religioso do fanatismo religioso), mas também aquele que, por exemplo (em grau infinitamente menor, mas pulsante) omitiu para o filho as páginas da Bíblia que falam de Maria, a mãe de Jesus, numa atitude claramente anticatólica, pois os cristãos evangélicos entendem o papel de Maria na história da salvação diferente dos cristãos católicos – e tanto um quanto o outro tem fundamentos para sustentar suas visões distintas segundo sua base comum de fundamentação teológica primordial: a Bíblia. Por isso há exageros tanto na importância desmedida e indevida que se dá à Maria ao ponto de não se aceitar a mudança necessária para uma prática devocional correta, quanto ao desprezo que se dá a mesma como se não existisse, quando na verdade ela é “Bendita entre as mulheres” (portanto não é uma mulher como as outras), mas não por causa dos méritos dela própria, mas porque “bendito é o fruto do teu ventre” – ou seja, pelos méritos de Jesus, o Cristo (cf. Lc 1,42). Não há e nem nunca haverá fanatismo sem exageros. E os exageros, por outro lado, sempre irão redundar em uma extrema carência. Quando se emprega zelo exagerado aqui, certamente faltará cuidado ali.
O fanatismo político atual em nosso país carrega todos estes ingredientes. É evidente – caso contrário não poderíamos chamar de fanatismo.
O bandido pode ser bandido, contanto que tire o suposto bandido que não gosto do poder. “Somos milhões de Cunha” – diziam os cartazes. O fundamento para isto é o chavão: “Não temos bandido de estimação” – contradito pelos agradecimentos encharcados a Cunha que fartamente se viu nas redes sociais pelos favoráveis ao impedimento da Presidente Dilma, inclusive para muitos dos que diziam e dizem não ter bandido de estimação. Agora o chavão volta com tudo – mas sem os agradecimentos, porque Cunha, um dos maiores escroques que o Brasil já teve, foi afastado de suas funções e não serve mais para o interesse do grupo amplo fora e dentro do parlamento, fora e dentro do judiciário – interesse primordial que era apear Dilma Rousseff, uma presidente sem contas na Suíça, sem casa fora do país, sem frotas de carros importados, sem crimes de responsabilidade, etc., mas os interesses das grandes fortunas não a quer mais governando, e conseguiu essa adesão cega das pessoas, e conseguem competentemente cegar inclusive os que serão prejudicados com o projeto de Temer, também envolvido na Lava-Jato e praticante também das “supostas pedaladas fiscais”, como se viu na acusação de Janaína Possuída Pascoal, que a mesma sem querer o fez para o senado e para todo Brasil ver e ouvir. Não importa, Dilma vai ser apeada do cargo, então Temer pode ter feito as falcatruas dele – o importante é que ele vai substituir Dilma, que é tudo o que Temer não é: inocente em relação as acusações que até agora lhe fazem. E ainda dizem não ter corrupto de estimação.
Apoiam a prisão do ex-presidente Lula, mesmo que as provas fabricadas contra ele não tenham dado em nada, tudo isto as custas de uma verdadeira devassa em sua vida pessoal e financeira; ele deve ser preso, mas sem provas, e o povo o acusa de ser tão sujo quanto Cunha – o melhor presidente que o Brasil já teve, que enfim iniciou a promoção de uma política de bem estar social que beneficiou a tantos brasileiros que historicamente sempre foram excluídos e marginalizados pelos sistemas que sempre vigoraram no país. O que é pior: tem pessoas que põem tudo que está acontecendo hoje na conta de Lula. Vejam bem: tudo que ocorre hoje. Isso não é mais analfabetismo político – é fanatismo mesmo, porque as evidências a favor de Lula estão aí – mas a cegueira que não quer ver as ignoram todas.
Bem, no final de contas, chego a seguinte conclusão: o fanatismo não faz as pessoas terem apenas corruptos de estimação, mas terem também inocentes de estimação.
A principal, ao meu ver, é a cegueira. Cegueira para o que contraria suas convicções – mesmo que as contradições sejam baseadas em evidências.
Quando o fanático procura algum tipo de fundamentação para o seu fanatismo (e não é sempre que isso acontece), somente procura fundamentos que favoreçam sua opinião, e, além de descartar toda fundamentação da opinião contrária, por mais que seja claramente coerente, descarta também, é claro, tudo que em sua própria fundamentação seja frágil demais para se sustentar.
O fanatismo político hoje se assemelha muito ao fanatismo religioso, e não precisa ser comparado ao fanatismo que infelizmente assola a religião mulçumana.
Sim, porque o fanático religioso não é somente aquele que lamentavelmente mata em nome de um suposto deus da morte (este é o cume terrível, diabólico e anti-religioso do fanatismo religioso), mas também aquele que, por exemplo (em grau infinitamente menor, mas pulsante) omitiu para o filho as páginas da Bíblia que falam de Maria, a mãe de Jesus, numa atitude claramente anticatólica, pois os cristãos evangélicos entendem o papel de Maria na história da salvação diferente dos cristãos católicos – e tanto um quanto o outro tem fundamentos para sustentar suas visões distintas segundo sua base comum de fundamentação teológica primordial: a Bíblia. Por isso há exageros tanto na importância desmedida e indevida que se dá à Maria ao ponto de não se aceitar a mudança necessária para uma prática devocional correta, quanto ao desprezo que se dá a mesma como se não existisse, quando na verdade ela é “Bendita entre as mulheres” (portanto não é uma mulher como as outras), mas não por causa dos méritos dela própria, mas porque “bendito é o fruto do teu ventre” – ou seja, pelos méritos de Jesus, o Cristo (cf. Lc 1,42). Não há e nem nunca haverá fanatismo sem exageros. E os exageros, por outro lado, sempre irão redundar em uma extrema carência. Quando se emprega zelo exagerado aqui, certamente faltará cuidado ali.
O fanatismo político atual em nosso país carrega todos estes ingredientes. É evidente – caso contrário não poderíamos chamar de fanatismo.
O bandido pode ser bandido, contanto que tire o suposto bandido que não gosto do poder. “Somos milhões de Cunha” – diziam os cartazes. O fundamento para isto é o chavão: “Não temos bandido de estimação” – contradito pelos agradecimentos encharcados a Cunha que fartamente se viu nas redes sociais pelos favoráveis ao impedimento da Presidente Dilma, inclusive para muitos dos que diziam e dizem não ter bandido de estimação. Agora o chavão volta com tudo – mas sem os agradecimentos, porque Cunha, um dos maiores escroques que o Brasil já teve, foi afastado de suas funções e não serve mais para o interesse do grupo amplo fora e dentro do parlamento, fora e dentro do judiciário – interesse primordial que era apear Dilma Rousseff, uma presidente sem contas na Suíça, sem casa fora do país, sem frotas de carros importados, sem crimes de responsabilidade, etc., mas os interesses das grandes fortunas não a quer mais governando, e conseguiu essa adesão cega das pessoas, e conseguem competentemente cegar inclusive os que serão prejudicados com o projeto de Temer, também envolvido na Lava-Jato e praticante também das “supostas pedaladas fiscais”, como se viu na acusação de Janaína Possuída Pascoal, que a mesma sem querer o fez para o senado e para todo Brasil ver e ouvir. Não importa, Dilma vai ser apeada do cargo, então Temer pode ter feito as falcatruas dele – o importante é que ele vai substituir Dilma, que é tudo o que Temer não é: inocente em relação as acusações que até agora lhe fazem. E ainda dizem não ter corrupto de estimação.
Apoiam a prisão do ex-presidente Lula, mesmo que as provas fabricadas contra ele não tenham dado em nada, tudo isto as custas de uma verdadeira devassa em sua vida pessoal e financeira; ele deve ser preso, mas sem provas, e o povo o acusa de ser tão sujo quanto Cunha – o melhor presidente que o Brasil já teve, que enfim iniciou a promoção de uma política de bem estar social que beneficiou a tantos brasileiros que historicamente sempre foram excluídos e marginalizados pelos sistemas que sempre vigoraram no país. O que é pior: tem pessoas que põem tudo que está acontecendo hoje na conta de Lula. Vejam bem: tudo que ocorre hoje. Isso não é mais analfabetismo político – é fanatismo mesmo, porque as evidências a favor de Lula estão aí – mas a cegueira que não quer ver as ignoram todas.
Bem, no final de contas, chego a seguinte conclusão: o fanatismo não faz as pessoas terem apenas corruptos de estimação, mas terem também inocentes de estimação.
domingo, 1 de maio de 2016
QUAL A SEMELHANÇA ENTRE O CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA E O SENADOR AÉCIO NEVES?
A princípio nenhuma.
Mas, pensando direitinho em um e outro atualmente, encontrei duas semelhanças importantes – que dizer... duas semelhanças importantes para o Vasco e Aécio, é bom que se diga.
Os dois, Vasco e Aécio, estão vivendo dias de glória, de profunda vitória, estão rindo à toa, como quem ganha um título de nível ao menos continental ou uma eleição nacional como deve ser toda eleição realmente vitoriosa: nas urnas.
Entretanto, vamos às recentes histórias, e vitórias, de um e de outro.
O Vasco, no ano de 2015, habitou mais a zona de rebaixamento do campeonato brasileiro da série A do que qualquer outro lugar, até o final da competição. Hoje o Gigante da Colina está prestes a mostrar todo seu gigantismo na série B do Brasileirão de 2016.
Aécio Neves, após ter perdido nas urnas para a presidente Dilma Rousseff, desde então não parou de querer assumir uma postura de tricolor das Laranjeiras, recorrendo incessantemente aos tapetões políticos para tentar, na marra, assumir o posto que perdeu nas urnas.
Se a derrota em 2015 do Vasco da Gama e de Aécio Neves em 2014 os une de algum modo. Há certas vitórias que também os unem. Vamos lá...
O Vasco tem ganhado do Flamengo, e isso faz seus torcedores, seu presidente, jogadores e comissão técnica verem tudo colorido para além do uniforme alvinegro que vestem, pois isto é, e os vascaínos não gostam de esconder, a grande vitória que o Gigante da Colina almeja todos os dias do ano, e quando alcança, tudo se transforma, até a perspectiva futura muda de letra: embora seja B, a série a ser disputada parece então transformar-se em A. Pouco importa se o Carioca será ganho ou perdido, a meta principal já foi cumprida – ganhar jogos seguidos do Flamengo – este na série A desde sempre e procurando criar uma estrutura consistente enquanto clube. Sim, o Flamengo está triste por ter sido desclassificado de duas competições seguidas – por ter perdido para o Vasco, um de seus arquirrivais (o Flamengo tem mais de um arquirrival – o Vasco parece só ter o Flamengo). Aliás, na verdade é o Vasco que é freguês do Flamengo de anos, pois historicamente o Flamengo tem doze vitórias a mais que o Vasco sobre o Fla até o momento.
Já Aécio Neves parece enfim ter conseguido que Dilma Rousseff seja apeada do cargo que conquistou nas urnas, democraticamente. Sim, se isso se confirmar as urnas serão negadas, a democracia será mutilada por um esquema midiático-político-jurídico-policial feito sobre medida para um fim: destituir um governo de cunho popular eleito democraticamente para dar lugar a outro que volte a olhar majoritariamente para os interesses do rentismo, do capital, das elites financeiras de nosso país. Aécio Neves encontrou assim um jeito de afinal se sentir feliz – que é assumir a mesma postura que o Vasco assume para ser feliz – inventar uma felicidade suprema capaz de encobrir em sua cabeça a grande derrota que dia-a-dia vem se confirmando: sua derrota nas urnas e a impossibilidade de um dia poder disputar as eleições presidenciais com condições de ser vitorioso novamente: delações e mais delações na lava jato o envolvendo com clareza de detalhes, envolvimento em outros escândalos, e até suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
Mas... Vasco da Gama! Vocês ganharam à beça do Flamengo! Isso é o máximo!
Mas... Aécio Neves! Dilma Rousseff dificilmente não será apeada do cargo muito por causa do movimento iniciado por você já no dia seguinte à sua derrota nas urnas! Derrota esta para uma adversária eleita democraticamente, sem nenhuma acusação contra sua honradez, contra sua honestidade, com seu nome não constando em nenhum escândalo, em nenhum crime de responsabilidade....
Alvíssaras!!!!!
O Vasco e o Aécio são realmente bons demais!!!!!
Mas, pensando direitinho em um e outro atualmente, encontrei duas semelhanças importantes – que dizer... duas semelhanças importantes para o Vasco e Aécio, é bom que se diga.
Os dois, Vasco e Aécio, estão vivendo dias de glória, de profunda vitória, estão rindo à toa, como quem ganha um título de nível ao menos continental ou uma eleição nacional como deve ser toda eleição realmente vitoriosa: nas urnas.
Entretanto, vamos às recentes histórias, e vitórias, de um e de outro.
O Vasco, no ano de 2015, habitou mais a zona de rebaixamento do campeonato brasileiro da série A do que qualquer outro lugar, até o final da competição. Hoje o Gigante da Colina está prestes a mostrar todo seu gigantismo na série B do Brasileirão de 2016.
Aécio Neves, após ter perdido nas urnas para a presidente Dilma Rousseff, desde então não parou de querer assumir uma postura de tricolor das Laranjeiras, recorrendo incessantemente aos tapetões políticos para tentar, na marra, assumir o posto que perdeu nas urnas.
Se a derrota em 2015 do Vasco da Gama e de Aécio Neves em 2014 os une de algum modo. Há certas vitórias que também os unem. Vamos lá...
O Vasco tem ganhado do Flamengo, e isso faz seus torcedores, seu presidente, jogadores e comissão técnica verem tudo colorido para além do uniforme alvinegro que vestem, pois isto é, e os vascaínos não gostam de esconder, a grande vitória que o Gigante da Colina almeja todos os dias do ano, e quando alcança, tudo se transforma, até a perspectiva futura muda de letra: embora seja B, a série a ser disputada parece então transformar-se em A. Pouco importa se o Carioca será ganho ou perdido, a meta principal já foi cumprida – ganhar jogos seguidos do Flamengo – este na série A desde sempre e procurando criar uma estrutura consistente enquanto clube. Sim, o Flamengo está triste por ter sido desclassificado de duas competições seguidas – por ter perdido para o Vasco, um de seus arquirrivais (o Flamengo tem mais de um arquirrival – o Vasco parece só ter o Flamengo). Aliás, na verdade é o Vasco que é freguês do Flamengo de anos, pois historicamente o Flamengo tem doze vitórias a mais que o Vasco sobre o Fla até o momento.
Já Aécio Neves parece enfim ter conseguido que Dilma Rousseff seja apeada do cargo que conquistou nas urnas, democraticamente. Sim, se isso se confirmar as urnas serão negadas, a democracia será mutilada por um esquema midiático-político-jurídico-policial feito sobre medida para um fim: destituir um governo de cunho popular eleito democraticamente para dar lugar a outro que volte a olhar majoritariamente para os interesses do rentismo, do capital, das elites financeiras de nosso país. Aécio Neves encontrou assim um jeito de afinal se sentir feliz – que é assumir a mesma postura que o Vasco assume para ser feliz – inventar uma felicidade suprema capaz de encobrir em sua cabeça a grande derrota que dia-a-dia vem se confirmando: sua derrota nas urnas e a impossibilidade de um dia poder disputar as eleições presidenciais com condições de ser vitorioso novamente: delações e mais delações na lava jato o envolvendo com clareza de detalhes, envolvimento em outros escândalos, e até suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
Mas... Vasco da Gama! Vocês ganharam à beça do Flamengo! Isso é o máximo!
Mas... Aécio Neves! Dilma Rousseff dificilmente não será apeada do cargo muito por causa do movimento iniciado por você já no dia seguinte à sua derrota nas urnas! Derrota esta para uma adversária eleita democraticamente, sem nenhuma acusação contra sua honradez, contra sua honestidade, com seu nome não constando em nenhum escândalo, em nenhum crime de responsabilidade....
Alvíssaras!!!!!
O Vasco e o Aécio são realmente bons demais!!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)





