Se entre tantas opções minhas avaliações me proporcionassem sempre optar pela melhor possibilidade.
Se eu conseguisse antever a porta que realmente fosse a da esperança.
Se eu soubesse uma forma de rolar os dados para darem sempre os números que escolhi....
Mas quase nunca sei...
Entretanto, para ser sincero, o que eu queria mesmo era saber a palavra certa.
E além disso o modo preciso de dizê-la.
E além disso o momento preciso de torná-la som para a outra pessoa ouvir.
Ou mesmo o momento exato de não dizê-la, para torná-la ainda mais audível.
Eu já me daria por satisfeito só com isso.
Mas, como digo na canção que fiz para minha esposa Alice:
“Se fosse a gosto, seria exato tudo / Mas fica azedo, amargo ou salgado / Ou fica doce, demais...”
Esse sou eu. Às vezes atrasado, às vezes adiantado. Demais...
Mas... Espera aí, às vezes sim pontual, dentro do tempo que me coube chegar, dentro do tempo que me coube conhecer, compreender. Dizer e calar. Sim, às vezes deveras pontual!
É... Hoje estou melancólico...
E foi exatamente em um dia de melancolia como hoje, que escrevi, depois de ter dito o que não deveria ter dito, como não deveria ter dito, etc., a letra da música que mencionei acima e que vou compartilhar com vocês na íntegra...
MAIS OU MENOS BLUES
Eu fiz de um tudo
Mas acho que ainda faltou algo
Ou botei algo demais...
Qual a medida certa do amor?
Qual a medida certa do amor?
Se fosse a gosto, seria exato tudo
Mas fica amargo, azedo ou salgado
Ou fica doce demais...
Qual a medida certa do amor?
Qual a medida certa do amor?
Foi o que eu disse
Ou foi o que eu não disse
Foi mera tolice
Ou algo importante demais
Que eu disse a Alice
Agora vou voltar atrás
Que eu disse a Alice
Por isso vou voltar atrás...
Esta música está disponível no site www.aniballobao.wix.com/aniballobao na opção músicas do menu,
a capela, somente eu e o gravador do telefone celular.
Texto escrito em 12/2014

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